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Quatro erros comuns que afetam a segurança dos condomínios

Ter alguém na portaria nem sempre é sinônimo de segurança, pequenos detalhes cotidianos podem colocar em risco a segurança dos moradores.

A portaria remota resolve alguns desses problemas, no entanto, segundo o diretor-executivo da Peter Graber, Leandro Martins, nem todos os condomínios têm o perfil para implementar o serviço.

“É preciso considerar o tamanho do lugar e público que mora, um prédio que possui muitos idosos, por exemplo, não costuma se adaptar ao serviço, pois esse grupo, em geral, não tem tanta disposição para lidar com novas tecnologias e prefere permanecer com o porteiro físico”, afirma.

Alguns cuidados, no entanto, tornam o dia a dia mais seguro, independente do tipo de serviço contratado.

1.     Não investir em tecnologia

Foto relacionada a tecnologia

Equipamentos de segurança são necessários e abrir mão deles é um erro que pode custar muito caro.

Hoje existem câmeras, sistemas de identificação, softwares que facilitam o controle de entrada e saída que auxiliam tanto o trabalho das portarias convencionais, quanto no atendimento dos controladores de acesso nas centrais de monitoramento remotas.

“Em alguns locais os moradores podem ficar reticentes quanto aos valores investidos em tecnologia, nesse caso, é tarefa do síndico explicar a necessidade e sanar eventuais dúvidas dos moradores”, explica Martins.

2.     Descuidar do acesso de veículos

Cuidado ao acesso de veículos

Muitas invasões ocorrem pela entrada da frente e isso inclui acessar o condomínio com veículos. Desta forma, é imprescindível fazer uso do monitoramento de entrada, saída e de toda área do estacionamento.

Um bom estudo da redondeza também essencial para elaborar o melhor plano de segurança para o condomínio.

3.     Abusar da relação com o porteiro

não Abusar da relação com o porteiro

Outra situação bastante comum e que representa um grande risco é o desvio de funções dos porteiros, que frequentemente se ausentam dos seus postos para fazer entregas de correspondências ou mercadorias e favores para moradores.

“O ponto frágil do porteiro físico é esta aproximação dos moradores e prestadores de serviços, a grande maioria dos assaltos em condomínios são realizados pela porta da frente. Aberturas de portas para rostos conhecidos e prestadores de serviço, sem nenhuma triagem prévia são problemas que aumentam muito a insegurança do condomínio”, alerta o executivo.

É preciso orientar bem porteiros e principalmente os moradores para evitar tais práticas que acabam criando facilidades para possíveis invasores.

4.     Falta de treinamento e/ou informação

Profissionais recebendo treinamento adequado

As normas claras para o atendimento e para o controle de acesso dos portões precisam ser claras e, tanto porteiro (digital ou não) quanto moradores precisam conhecê-las e cumpri-las.

Vale lembrar que, quando falamos em moradores, cabe ao síndico orientar e sanar qualquer tipo de dúvida.

Martins frisa que é extremamente necessário a contratação de um porteiro que tenha treinamento adequado, seja para atuar distância ou na guarita do próprio condomínio. “Fazemos treinamento inicial nos procedimentos de atendimento e ações recorrentes de reciclagem. Isso pode  evitar um grande problema”, finaliza.

Fonte: Sindico Legal